DREX
O real digital ganhou o nome de DREX, segundo o Banco Central, pela junção de diversos elementos de inovação. A letra “D” para representar “digital”, a letra “R” para representar o “real”, a letra “E” para representar “plataforma eletrônica” e a letra “X” para representar as “transações”.
A nova moeda digital, o Drex, nada mais é que uma representação digital do real, a moeda oficial do Brasil. A principal diferença entre o real normal e o Drex, estaria na possibilidade de utilização desses recursos. Na prática o Drex é o Real, mas em uma plataforma digital.
Isso porque o Drex é uma moeda que está em cima de uma nova infraestrutura tecnológica, tokenizado e dentro de um sistema de blockchain, permitindo que sejam realizadas operações diferentes do ponto de vista financeiro.
A nova moeda servirá como uma nova expressão das cédulas físicas, já emitidas pelo Banco Central, e será garantida pelos mesmos fundamentos e pelas mesmas políticas econômicas que determinam o valor e a estabilidade do real convencional, permitindo transações financeiras, transferências e pagamentos.
Sua custódia também permanecerá no Banco Central, podendo ser convertida pelo real tradicional (moeda) e vice-versa na mesma proporção, de um para um. A grande diferença é que os bancos não terão permissão para emprestar esses recursos a terceiros, como ocorre atualmente com o real físico. E consequentemente o Drex não terá uma correção automática.
Com base nessas informações, não existe diferença entre o Drex e o real, a não ser nas possibilidades de utilização desses recursos.
Utilizando o Drex
Vamos a um exemplo: Caso haja a negociação de compra e venda de um veículo entre duas pessoas, hoje pode ocorrer a discussão do que será entregue primeiro, o dinheiro ao vendedor ou o carro ao comprador, podendo trazer certa insegurança ao realizar esse tipo de negociação. Nessa situação, seria firmado um contrato inteligente com o uso do Drex, sendo tudo realizado de forma simultânea, porque o contrato é automatizado.
Bruno Diniz, cofundador da consultoria de inovação Spiralem explica que “o entendimento é que, com o usuário tendo esse saldo em real digital, todo tipo de operação financeira que será feita virá com uma camada a mais de segurança, trazendo mais eficiência tanto para quem provê o serviço como do ponto de vista do usuário, que conseguirá benefícios que só podem ser colhidos com a utilização da tecnologia blockchain”
O Banco Central informou que a ideia é que a nova moeda digital brasileira, o Drex, possa ser utilizada em todas as atividades financeiras, como empréstimos, e seguros, além de criar novas possibilidades de uso, como no caso do nosso exemplo, em contratos inteligentes.
A expectativa do Banco Central é que essas operações financeiras possam permitir maior acesso da população brasileira uma vez que o custo dessas operações será menor.
Drex não é criptomoeda
Conforme divulgado pelo BC, os criptoativos não tem características para serem considerados moedas, uma vez que não possuem todas as características para tal, como meio de troca, reserva de valor, unidade de conta e emissão por autoridades monetárias. Já o Drex (e outras moedas digitais de outros países) possui todas essas características.
Outro ponto batido pelo BC é em relação a volatilidade que criptoativos possuem, dificultando a sua utilização como meio de pagamento, algo que não ocorrerá com o Drex que terá cotação única de um para um em relação ao real.
Drex na prática
Para que seja possível que o usuário tenha acesso à nova moeda digital, este deverá ter uma carteira virtual que seja custodiada por um agente autorizado pelo próprio Banco Central, como bancos ou instituições de pagamento.
Além disso, será necessário fazer a conversão, ou seja, passar os reais para a carteira virtual, em troca da mesma quantia de recursos em Drex. Essa operação de conversão será intermediada por algum participante do sistema financeiro nacional ou sistema de pagamentos, como bancos, cooperativas, fintechs ou instituições de pagamentos.
Quando questionado sobre o custo para utilização do Drex, o coordenador da iniciativa do real digital pelo Banco Central, Fabio Araújo, afirmou que “por estar sempre associada a um serviço financeiro, é natural que os custos da plataforma da nova moeda digital estejam embutidos, mas a vantagem do ambiente digital é a automatização. Como você não precisa mais de um intermediário ali, você reduz muito o custo e facilita o uso da tecnologia para trocas mais baratas, além de ampliar e democratizar o acesso aos serviços financeiros. Então tem um custo, mas esse custo parece ser muito mais barato”.
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