Conflito Israel-Hamas: Os impactos na economia

O grupo extremista Hamas lançou um ataque no último sábado (07) contra o Estado Israelense. Como isso afeta os mercados e o que esperar.

Conflito histórico Israel-Hamas

Hamas é um grupo militante islâmico palestino que luta contra a existência do Estado de Israel. O grupo assumiu o controle da faixa de Gaza em 2007 e desde lá já iniciou diversas guerras com o objetivo de destruir o Estado de Israel. Em contrapartida o Estado de Israel contra ataca o Hamas e desde 2007 bloqueou a faixa de Gaza alegando segurança à população de Israel.

Os conflitos entre Israel e Palestina remontam desde a primeira metade do século XX e foram iniciados pela disputa em torno do território palestino. Essa rivalidade se iniciou com o crescimento da população judia na Palestina e resultou em uma série de conflitos a partir de 1948, ano em que Israel foi declarado um estado pela ONU. 

Israel afirma que suas ações são em defesa de sua própria população, e os palestinos acusam Israel de sustentar um regime de perseguição. Apesar de haver a questão da religião, que importa muito mais quando o assunto é Jerusalém, a rivalidade entre israelenses e palestinos tem motivos políticos que envolvem o controle do território. 

Ataque Hamas

O Hamas realizou um ataque surpresa a Israel no último sábado (7), alegando ser uma resposta à agressão sofrida pela população pelo Estado de Israel. Lançando milhares de foguetes contra Israel, enquanto dezenas de combatentes invadiram comunidades israelenses ao cruzar a fronteira.

O governo israelense declarou guerra e realizou operações de retaliação, lançando imediatamente ataques aéreos, alegando que estava mirando em locais militantes em Gaza. 

Embora seja o maior conflito armado na região nos últimos anos, a disputa territorial entre palestinos e judeus se arrasta por décadas. Os 2 grupos reivindicam o território, que possui importantes marcos históricos e religiosos para ambas as etnias.

Os impactos nos mercados 

Da mesma forma que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia impactou a economia global, o conflito entre Israel e Hamas também pode ocorrer impactos negativos para a economia.

Ainda é recente para afirmar quais impactos essa guerra no Oriente Médio pode causar na economia global e nos mercados, mas alguns analistas já possuem opiniões sobre.

Algo que já está ocorrendo e era esperado, é o aumento no preço do barril de petróleo, que até o início da segunda-feira (9) já subia mais de 4%. Esse aumento já era esperado porque as crises geopolíticas na região do Oriente Médio geralmente causam esse aumento de preço na commodity, da mesma forma que causa a queda nos preços das ações. Se este cenário perdurar, depende do quanto o conflito irá se estender.

Para o gestor sênior de ações no Andbank, Gonzalo Lardies, o conflito entre Hamas e Israel adiciona mais incerteza aos mercados, podendo aumentar a volatilidade e a intensificação da busca por papéis de renda fixa de curto prazo, já que estes se tornam um refúgio seguro aos investidores.

Para grande parte dos analistas, o maior risco do conflito entre Israel e Hamas para a economia global, neste momento, é a possibilidade de uma terceira onda de inflação, justamente quando a segunda e atual onda estava se esgotando. Isso porque o aumento das tensões no Oriente Médio poderia aumentar ainda mais o preço do barril de petróleo, e consequentemente elevar os preços de energia, levando a uma onda inflacionária global.

Por outro lado, é possível que ações que se beneficiem da alta do petróleo, apresentem uma performance melhor do que outros ativos de renda variável, bem como a valorização do dólar devido a busca por segurança em moeda forte.

Em termos geopolíticos, o conflito entre Israel e Hamas está sendo comparado com 11 de setembro ou até mesmo o ataque de Pearl Harbor, que foram eventos catalisadores de coisas maiores como foi o caso da entrada dos Estados Unidos na segunda guerra mundial ou os ataques do Afeganistão após o 11 de setembro e posteriormente a invasão ao Iraque.

Isso porque existem artigos afirmando que o Irã está financiando o Hamas para atacar o Estado de Israel, enquanto pessoas cobram um posicionamento rígido dos Estados Unidos contra o suposto financiamento do Irã ao Hamas. Caso essa hipótese seja confirmada, existe o risco de países como a Rússia apoiarem o Irã, já que estes são parceiros. 

Como mencionado anteriormente, é preciso aguardar para entender a extensão e proporções que o conflito irá tomar, para somente assim medir o impacto real na economia global.

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