Tesouro Educa+

O Tesouro Educa+ é um novo título público federal, criado pelo Tesouro Direto para auxiliar as famílias a se prepararem para a faculdade. A ideia é semelhante ao tesouro Renda+ porém com outro objetivo.

Para que serve o Tesouro Educa+

O Tesouro Educa+ foi criado com o objetivo de planejar o pagamento da educação futura das crianças. A ideia é que seja possível planejar uma renda mensal futura que pagará a universidade ou outros objetivos educacionais que os filhos possam ter no futuro.

O conceito do Tesouro Educa+ foi desenvolvido com os mesmos conceitos do Tesouro Renda+, lançado em janeiro de 2023. Porém diferente do Tesouro Renda+ que tem como foco planejar uma renda complementar para a aposentadoria, o Tesouro Educa+ tem um prazo menor nos recebimentos dos frutos desse investimento, que é quando o investidor ou familiar, começa a receber mensalmente o valor programado. 

Isso porque o tempo de recebimento desses valores mensais, que são os rendimentos do valor aplicado durante o período de contribuição, é de no máximo cinco anos, duração média dos cursos de graduação.

Como investir no Tesouro Educa+

No Tesouro Educa+ você pode começar a investir a partir de aproximadamente R$ 30 por mês, valor bastante acessível para facilitar o planejamento da educação dos filhos mesmo para quem está começando agora.  

É possível ainda, fazer uma simulação dentro do site do Tesouro Direto, preenchendo a idade atual do seu filho, a idade aproximada em que ele começará a faculdade e por fim, o valor mensal que se deseja receber do Tesouro para pagar a faculdade ou outro objetivo educacional. 

Se os pais já tiverem algum recurso investido ou guardado para esse objetivo, é possível simular com um aporte inicial maior, e isso consequentemente fará com que a meta seja mais facilmente alcançada. 

Preenchendo essas informações será possível chegar a um resultado de qual valor será necessário investir no tesouro Educa+ de forma mensal. 

Diferente dos demais títulos públicos, e semelhante ao Tesouro Renda+, a data disponibilizada com o nome do título, não é a data de vencimento e sim a data de conversão. Isso significa que nessa data, é quando se iniciam os pagamentos mensais.

Para encontrar o ano de vencimento do título, o investidor deve somar 4 (quatro) anos à data de conversão. Por exemplo, caso a data de conversão seja 2041, o título vencerá no dia 15 de dezembro do respectivo ano ao realizar o último pagamento mensal, sendo assim, seu vencimento será no dia 15 de dezembro de 2045.

Taxa de custódia

Atualmente os títulos públicos federais possuem taxa de custódia cobrada pela B3, de acordo com algumas regras. O Tesouro Selic por exemplo, possui isenção da taxa de custódia para os investimentos até R$ 10 mil reais, investidos por pessoa física. Acima desse valor, é cobrado uma taxa de 0,20% ao ano. Os demais títulos públicos não possuem essa diferença no valor investido. Qualquer valor possui cobrança de 0,20% ao ano.

No caso do título tesouro educa+, a taxa de custódia é isenta, caso o investidor leve seu título até a data de vencimento. Mas é importante lembrar que a data verificada no nome do título, não é sua data de vencimento, e sim sua data de conversão. O vencimento do título é quando finaliza o seu fluxo de pagamento, ou seja, quatro anos a mais da data de conversão. 

Além disso, para que o investidor seja isento da taxa de custódia da B3, a renda mensal gerada pelo investimento, após a data de conversão, não pode ser superior a quatro salários mínimos vigentes

Caso o valor mensal seja superior a quatro salários mínimos vigentes, será cobrada taxa de custódia de 0,10% ao ano, sobre o que exceder o valor mencionado mensalmente. 

Os títulos públicos possuem liquidez diária, e como o tesouro educa+ não é diferente! Porém, nos casos em que o investidor resgatar os recursos antes do prazo de vencimento, a taxa de custódia da B3 será cobrada de forma diferenciada. 

Se o prazo do investimento for entre 0 e 7 anos, a taxa será de 0,50% ao ano sobre o valor do resgate. Se o prazo do investimento for entre 7 e 14 anos a taxa será de 0,20% e caso o prazo seja acima de 14 anos, porém inferior a data de vencimento a taxa será de 0,10%. 

Outra diferença que é importante mencionar é em relação ao período de carência para resgates antecipados. Os investidores do Tesouro Educa+ terão 60 dias de carência para realizar um resgate após a data de cada investimento. Ou seja, não será possível realizar resgates antecipados nesse período. O período de carência se aplica aos valores específicos de cada operação, isto é, os saldos de compras que já completaram 60 dias não são impactados pela carência de novos investimentos.

Imposto de Renda

O imposto de renda no Tesouro Educa+ segue a mesma alíquota regressiva dos outros títulos públicos e da grande maioria dos investimentos de renda fixa. 

Quanto maior o prazo investido, menor a alíquota. Sendo que o imposto de renda é recolhido diretamente na fonte no momento do resgate ou quando se der o recebimento da renda mensal. 

Tesouro Educa+ na prática

Vamos entender como isso acontece na prática. Suponha que um investidor tenha começado um aporte mensal de R$ 81,00 no Tesouro Educa+ 2041 e até a data de conversão (2041) será realizado mensalmente esse valor de aporte.

Se somarmos as aplicações mensais no Tesouro Educa+ ao longo de 18 anos (216 meses aportando R$ 81,00 por mês), o investidor teria investido um total aproximado de R$ 17 mil.

Com taxa de retorno real de 5% ao ano, essa aplicação já garantiria ao investidor uma renda mensal de R$ 500,00, durante os 5 anos da universidade, começando em janeiro de 2041 e terminando em dezembro de 2045. Isso em valores de hoje, pois a renda mensal futura ainda será corrigida pela inflação lá na frente.

Olhando mais a fundo, o investidor aplicaria em torno de R$ 17 mil, ao longo de 18 anos, e receberia 60 parcelas de R$ 500,00, em valores de hoje, que totalizariam um valor nominal de R$ 30 mil (R$ 500,00 x 60 = R$ 30 mil) durante o período de renda. 

Nesse exemplo não estamos considerando os efeitos da inflação para facilitar o entendimento. Essa diferença, portanto, entre o valor aplicado aproximado de R$ 17 mil e o valor nominal futuro, representado no nosso exemplo, pelos R$ 30 mil, corresponde aos juros reais, que estão incluídos em todas as parcelas da renda.

Podemos entender que há um desconto entre o preço pago no título no período de investimento e o montante que se espera receber lá na frente. Esse desconto é o que remunera o investidor na conta de juros reais. Sempre lembrando que para os títulos mais longos, a renda vai ser mais alta por conta desse efeito.

Todos os cálculos e simulações podem ser realizados diretamente no site do Tesouro Direto, inclusive as próprias aplicações podem ser feitas diretamente pela área logada. 

Mas fica claro a importância do planejamento de longo prazo, para que seja possível reduzir o valor do aporte mensal para que a meta seja alcançada. Quanto maior o prazo, menor o valor aportado mensalmente para a renda futura desejada. 

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