Tesouro Renda+: Saiba tudo sobre o novo título público federal

O Tesouro Renda+ é o novo título público federal criado pelo Tesouro Nacional, com objetivo do investidor se planejar para a sua aposentadoria, garantindo um complemento de renda para essa fase da vida. 

O Tesouro Renda+ é o novo título público federal criado pelo Tesouro Nacional, com objetivo do investidor se planejar para a sua aposentadoria, garantindo um complemento de renda para essa fase da vida. 

Com os aumentos sucessivos da meta da taxa Selic, os títulos de renda fixa vem ganhando cada vez mais espaço no mercado financeiro. É cada vez mais comum investidores procurarem por títulos de renda fixa, especialmente os títulos públicos federais. Isso porque os títulos públicos federais são os títulos de dívida emitidos pelo governo, fazendo com que sejam os investimentos com o menor risco de crédito do país. 

O novo título público, Tesouro Renda+, foi lançado no final do ano de 2022 com o nome oficial de NTN-B1. Justamente porque sua rentabilidade é muito semelhante ao título público Tesouro IPCA+, que tem como nome oficial, NTN-B. 

Apesar de ter sido lançado no final do ano de 2022, o Tesouro Renda+ só começou a ser negociado na plataforma do Tesouro Direto no dia 30 de janeiro de 2023. 

Rentabilidade do Tesouro Renda+

O título público Tesouro Renda+ é um investimento que tem como rentabilidade a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice oficial da inflação no Brasil, acrescido de uma taxa pré definida.

Portanto o investidor que investir no Tesouro Renda+, terá seu valor investido corrigido pela inflação com o passar do tempo, além de garantir uma rentabilidade já pré acordada.

Mas é importante mencionar que o Tesouro Renda+, apesar de ser um título público e possuir o menor risco de crédito do país, é um investimento que sofre com a marcação a mercado. Portanto, durante o período investido, até a data do seu vencimento, o título pode apresentar rentabilidade negativa e variações no seu preço. Caso o investidor permanecer com o valor investido até a data de vencimento escolhida, o título terá exatamente a rentabilidade que foi acordada no momento do investimento. 

Como funciona o Tesouro Renda+

O investidor pode entrar no site do Tesouro Direto e realizar uma simulação com sua idade atual, com a idade em que pretende se aposentar, ou que pretende começar a receber a renda proveniente do Tesouro Renda+, com que renda pretende receber por mês e quanto possui para investir agora no Tesouro Renda+.

O próprio sistema do Tesouro Direto fará a sugestão de que título é o mais indicado para as condições requeridas, e quanto será necessário investir por mês, no título indicado, para chegar ao resultado desejado. Porém o investidor não tem a obrigação de investir o valor mensal simulado, fica a critério do investidor, quanto e quando realizará os investimentos. 

Atualmente existem oito títulos do Tesouro Renda+, cada um com uma data de início do pagamento da renda: 2030, 2035, 2040, 2045, 2050, 2055, 2060 e 2065. 

É preciso levar em consideração essa data, no momento da escolha do título, já que a renda mensal começará a ser paga, após a mesma. 

A partir da data disponibilizada no nome do Tesouro Renda+ escolhido, o investidor receberá uma renda mensal durante o prazo máximo de 20 anos. Sendo o pagamento mensal também corrigido pela inflação. 

É possível resgatar o investimento antes do vencimento?

Uma das características que o título Tesouro Renda+ se difere dos demais títulos públicos, é em relação a carência inicial. Isso porque o Tesouro Renda+ só pode ser resgatado, após o prazo de carência de 60 dias, depois de ocorrido a compra do título. 

Porém passado esse prazo inicial de carência, o título pode ser resgatado a qualquer momento. Inclusive se o investidor já estiver recebendo a renda mensal, e optar por efetuar o resgate total do investimento, é possível. 

Válido lembrar que a tributação de imposto de renda, em caso de resgate, segue a mesma regra dos outros títulos públicos federais de acordo com a tabela regressiva do imposto de renda. 

Existe taxa no Tesouro Renda+?

Diferente de outros títulos públicos, se o investidor manter o investimento até a data de vencimento, ou seja, até receber todo o valor da renda, não haverá a cobrança da taxa de custódia cobrada pela B3.

Mas caso o investidor resgate antes desse prazo, a taxa será cobrada de forma regressiva:

– Resgate de 0 a 10 anos há cobrança de 0,50% ao ano sobre o valor do resgate.

– Resgate de 10 a 20 anos há cobrança de 0,20% ao ano sobre o valor do resgate.

– Resgate acima de 20 anos há cobrança de 0,10% ao ano sobre o valor do resgate.

– Resgate no vencimento não há cobrança da taxa de custódia da B3. 

Além disso, existe uma vantagem para quem recebe uma renda mensal inferior a seis salários mínimos. Não há cobrança da taxa de custódia no recebimento de renda nesses casos.

Porém quem receber uma renda superior a seis salários mínimos, pagará uma taxa de custódia de 0,10% ao ano, sobre o valor que exceder os seis salários mínimos da renda.

Quais são as vantagens do Tesouro Renda+?

Comparando o Tesouro Renda+ com outros títulos públicos, existe a vantagem da possibilidade de não haver taxa de custódia da B3, e até mesmo a opção de receber uma renda mensal já programada. Algo que não existe nos outros títulos públicos do Tesouro Direto

É também uma maneira mais fácil, simples e menos burocrática da população realizar um planejamento de aposentadoria, para que seja possível complementar a aposentadoria social.

Mas podemos citar como desvantagem o investidor ficar exposto somente à marcação a mercado e correr o risco de quando começar a receber a renda mensal, o objetivo não ter sido atingido, por conta da divergência entre a projeção do IPCA e o IPCA registrado, no momento do cálculo.

Como qualquer tipo de investimento e planejamento para o futuro, podem ocorrer certos riscos. O mais importante é o investidor ter conhecimento sobre os riscos e os produtos de investimento que investe.

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